Com o passar do tempo parece que a sensação da felicidade se torna cada vez mais rara, não sei ao certo se esta palavra representa exatamente minha relação com a mesma, mas foi a que escolhi para representar ao menos neste momento. Em meio a tanta correria no dia a dia pode ser que ela venha passando desapercebida aos olhos mais desatentos.
Ultimamente somos tomados por rensposabilidades, cobranças, preocupações, planos, expectativas que nos empurram como uma enxurrada repleta de entulhos jogados pela nossa sociedade que muita das vezes nos faz afogar em nós mesmos e acabamos esquecendo dessa tal felicidade em meio a uma coisa ou outra que nos é imposta.
No meio dessa tempestade toda é possível se lembrar dos dias ensolarados do verão, houveram dias mais quentes que outros, com certeza. Mas como tirar lá do fundo do baú tal lembrança quando se está sendo bombardeado por raios, trovões, pingos grossos e com um vendaval sacudindo a sua choupana? É simples, mantenha a calma e feche os olhos, mergulhe dentro de você mesmo, afinal ninguém além de você mesmo sabe onde está guardado este tesouro apelidado de felicidade.
Pergunte a si mesmo, “qual foi o meu dia mais feliz?” A resposta virá mais rápido que o ascender de uma lâmpada, ou não. Você pode responder a essa pergunta como aquela criança que decorou toda a tabuada, tem na ponta da língua e é convicta do que está lhe dizendo ou simplesmente como uma pessoa que acordou atrasada para a labuta abriu seu roupeiro e selecionou casualmente com um certo desespero a primeira peça que viu e seu senso aprovou para usar naquele dia.
É bom aproveitar bem o verão, os dias quentes de sol, para que quando o inverno chegar tornando as temperaturas amenas, o nosso interior possa estar aquecido para que não congele junto com tudo aquilo que está pro lado de fora.
