quarta-feira, 25 de junho de 2014

Love Hurts

Há quem diga que é impossível amar alguém como quando amamos uma pessoa pela primeira vez. Sou obrigado a concordar com esta afirmativa incontestavelmente.
Pode-se dizer que o primeiro amor (ainda mais quando o mesmo aparece à primeira vista)é como a queima de fogos de artificio na virada do ano, nos enchem de esperança tirando a planta dos nossos pés da superfície terrestre e encantando-nos durante todo aquele maravilhoso espetáculo. Porém quando os fogos extinguem-se, é carregada com eles toda aquela magia, que é única. 
Assim como a chegada de um novo ano, haverá um novo amor. Porém nunca igual ao primeiro, a diferença é que o próximo ano pode ser melhor o que se foi, mas e o amor? Impossível de responder. Não há uma balança para medir sentimentos, mas no fundo o primeiro sempre é o melhor. Com ele tivemos nossos primeiros sonhos compartilhados, vislumbramos um futuro a dois (muitas vezes devaneios absolutamente surreais, mania de adolescente), muitas vezes a primeira experiência sexual, a primeira viagem, a primeira foto com um largo sorriso em que lê-se claramente nas pupilas uma felicidade protegida pelo resplendor de uma luz inexplicável refletida na íris. 
Fazemos votos, declarações, promessas… Um companheirismo arrebatador, onde 5 minutos longe aparentam 5 séculos, uma vontade de estar perto o tempo todo. 
Os minutos que precediam a entrada do novo ano se vão, com eles o resquício do brilho que havia no céu, já não se ouve mais o barulho da bombinha explodindo, as pessoas dispersam-se. Umas para festas, outras pra casa e outras sentam na areia e contemplam o que no céu esteve. E assim a vida segue.


Nenhum comentário:

Postar um comentário